A Sequência do Boiadeiro

 


O boi é, provavelmente, o animal doméstico mais comum na China e sem dúvida o mais útil. Esta série de imagens, em que o pastoreio de bois representa a vida zen, apareceu pela primeira vez no período Sung, pintada por um discípulo de Lin-chi (Rinzai) tendo portanto origem nos primeiros tempos do pensamento zen.


 

Na primeira imagem o jovem boiadeiro procura um boi tresmalhado (sua própria vida espiritual, perdida por se ter deixado levar pelos enganadores sentidos; é muito típico do pensamento Ch'an/zen chinês utilizar um animal prático como o boi para representar o espírito).

Encontra-se sem lar e sem raízes, mas com a ajuda dos sutras (segunda imagem) começa a descobrir marcas do boi, apesar de sua confusão.

Na terceira imagem, o ser do jovem abre-se através do som, penetra na origem das coisas e seus sentidos estabilizam numa ordem harmoniosa. Encontra o boi.

Na quarta imagem o jovem está prestes a agarrar o boi, mas devido às pressões do mundo exterior, é-lhe difícil controlá-lo, e o boi força para regressar ao prado onde pastava. O jovem tem de se mostrar muito duro com o boi.

Na quinta imagem está prestes a controlar o animal.




Na sexta a luta terminou e o jovem cavalga no lombo do boi. Já não se deixa arrastar pelo mundo das aparências, nem se preocupa com os ganhos e as perdas. Sente uma alegria indescritível.

Na sétima imagem reconhece que o boi é um símbolo e deixa-o ir embora. Alcançou um estado de plenitude e de serenidade.

Na oitava, o jovem e o boi desapareceram; a mente do jovem está completamente clara e não resta nela nem sequer o conceito de santidade.

Na nona imagem, o jovem permanece com a mente inamovível, vendo que as águas são azuis e as montanhas verdes, mas sem se identificar com qualquer mudança; (olha, os riachos correm / e ninguém sabe para onde vão).

Na décima e última imagem o jovem regressa ao mundo, convertido num homem livre, pondo todo o seu ser em tudo o que faz, porque não pretende obter nenhum benefício.


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